E que graça tem, se eu não te irritar? Qual é o motivo de te deixar com raiva, se eu não te arrancar sorrisos? É que eu sou assim, irritante. E você é desse jeito, fácil de irritar. A gente se completa. Você é a brisa e eu a tempestade. Você é o ciúmes e eu o motivo dele. É a dose que eu quero, sem tirar, nem por. Quero eu e você assim: brigando pra fazer as pazes, se distanciando pra poder voltar ao “nós” com mais intensidade […] Volto a dizer, a gente se completa, com as nossas indirefenças e igualdades, com nosso jeito estranho de lidar um com o outro. Quero a gente assim, amarrados, dado nós, aqueles bem complicados de se desatar […] nós que não desgrudem, não desatem, não se disfaça; quero nós que durem.
Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Caio Fernando Abreu

É triste quando você percebe que não é tão importante para alguém como você pensou que era.
Sempre fui de correr atrás do que quero, mas corro até quando vejo que vale a pena. (via claruas)
Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer (…) Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Caio Fernando Abreu. (via infinito-particular)

Na verdade, o medo das pessoas não é de se apegar as outras, isso é o que elas mais querem, a verdade, é que o maior medo é de que sejam deixadas por tão pouco outra vez.
Prefira Borboletas
“Quero cuidar de você, te mimar e dar carinho. Queria poder te dar um beijo de “boa noite”, e dormir e acordar junto de você. Gostaria de passar um dia todo ao seu lado, te fazendo sorrir pelos motivos mais bobos… Então, deixa eu cuidar de você um pouquinho?” (garotaesuasfases)
